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Proteína plasmática e proteína total sérica: diferenças e relações entre esses parâmetros
Recentemente, recebi uma dúvida que parecia simples: "A globulina da minha cachorra veio muito alta. Será que pode ser por causa do tártaro?" Mel é uma Poodle de 11 anos e havia realizado um check-up antes de uma limpeza dentária. No hemograma e na bioquímica, praticamente tudo estava dentro do esperado. A única alteração que havia chamado a atenção era uma globulina bastante elevada. A princípio, seria fácil começar a pensar em todas as possíveis causas de uma hiperglobuline

Dra. Giovana Stipp
13 de ago.6 min de leitura


Neutrófilos tóxicos no hemograma veterinário: como interpretar esse achado laboratorial
Ao avaliar um hemograma, é comum encontrar descrições como corpúsculos de Döhle, basofilia citoplasmática ou vacuolização dos neutrófilos. Em alguns laboratórios, esses achados são agrupados sob a descrição de neutrófilos tóxicos. Em outros, apenas as alterações morfológicas são descritas individualmente. Embora ambas as formas de apresentação estejam corretas, compreender o significado dessas alterações é muito mais importante do que apenas reconhecê-las ao microscópio. O qu

Dra. Giovana Stipp
5 de ago.3 min de leitura


POP para Laboratório Veterinário: por que não é burocracia
Quando se fala em Procedimentos Operacionais Padrão (POPs), ainda é comum ouvir frases como: "Isso é muita burocracia." "Meu laboratório é pequeno, não preciso disso." "Todo mundo aqui já sabe como fazer." Na prática, essa visão pode custar caro. Muito mais do que um documento exigido em processos de qualidade, o POP é uma ferramenta de padronização. Ele garante que uma mesma atividade seja executada da forma correta, independentemente de quem esteja realizando o procedimento

Dra. Giovana Stipp
29 de jul.3 min de leitura


Corpúsculo de Lentz não é um hemoparasita! Você entende esse achado?
Ao receber um laudo com a observação "Pesquisa de Hemoparasitas: observado Corpúsculo de Lentz", muitos médicos-veterinários ficam em dúvida. Se o Corpúsculo de Lentz está descrito na pesquisa de hemoparasitas, isso significa que ele é um hemoparasita? A resposta é não. Essa confusão é comum porque, na rotina laboratorial, esse achado muitas vezes aparece descrito junto à pesquisa de agentes infecciosos do sangue. No entanto, compreender o que realmente representa o Corpúscul

Dra. Giovana Stipp
23 de jul.3 min de leitura


Valores de referência em exames laboratoriais veterinários: por que não existe uma tabela única?
Se você já pesquisou na internet por uma tabela de valores de referência para hemograma ou bioquímica veterinária, provavelmente encontrou números diferentes dependendo da fonte consultada. Afinal, qual deles está correto? A resposta é simples: não existe uma tabela universal de valores de referência para exames laboratoriais veterinários. Essa é uma das dúvidas que mais recebo de médicos-veterinários, estudantes e profissionais que atuam em laboratórios. Por isso, resolvi ex

Dra. Giovana Stipp
15 de jul.2 min de leitura


O que o VCM e o CHCM realmente indicam? Guia completo para interpretação no hemograma veterinário
Quando analisamos um hemograma, é comum encontrar profissionais que interpretam o VCM (Volume Corpuscular Médio) e o CHCM (Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média) apenas como indicadores do tamanho e da coloração das hemácias. Embora isso esteja correto, essa interpretação simplificada pode fazer com que informações importantes sejam ignoradas. Entender o que esses índices realmente representam é fundamental para uma avaliação adequada das anemias e de diversas alteraç

Dra. Giovana Stipp
22 de jun.3 min de leitura


Como Confirmar um Uroperitônio: Diagnóstico pelo Líquido Cavitário em Cães e Gatos
O uroperitônio é uma condição caracterizada pelo extravasamento de urina para a cavidade abdominal devido à ruptura ou lesão em estruturas do trato urinário, como bexiga urinária, ureteres ou uretra. Trata-se de uma emergência médica que pode ocorrer em cães e gatos após traumas, obstruções urinárias, procedimentos cirúrgicos ou doenças que comprometam a integridade do sistema urinário. O reconhecimento precoce dessa alteração é fundamental, pois o acúmulo de urina na cavidad

Dra. Giovana Stipp
15 de jun.2 min de leitura


Estresse oxidativo na medicina veterinária: por que ele pode explicar alterações laboratoriais aparentemente sem causa definida
Na rotina da patologia clínica veterinária, nem sempre as alterações laboratoriais se encaixam facilmente em uma lesão orgânica evidente. Uma ALT discretamente elevada em um paciente inflamatório. Ureia levemente aumentada em um animal febril e hiporéxico. Alterações hematológicas sutis que não necessariamente apontam para uma doença primária da medula ou um dano eritrocitário evidente. Esses cenários são mais comuns do que parecem, e costumam gerar dúvidas na interpretação.

Dra. Giovana Stipp
28 de mai.5 min de leitura


O que é um POP e por que ele é essencial na rotina do laboratório veterinário?
A rotina de um laboratório veterinário vai muito além da realização dos exames. Para que os resultados laboratoriais sejam realmente confiáveis, é fundamental que exista organização, padronização e controle dos processos internos. Nesse contexto, os POPs laboratoriais se tornam ferramentas indispensáveis dentro de clínicas, hospitais e laboratórios veterinários. Mas afinal, o que é um POP? Ele é obrigatório? E por que sua ausência pode impactar diretamente a qualidade dos exa

Dra. Giovana Stipp
19 de mai.3 min de leitura


O que o líquido cavitário pode revelar antes mesmo da análise laboratorial?
A importância da avaliação física e da observação da amostra na rotina veterinária Na rotina clínica e laboratorial, existe um detalhe que muitas vezes passa despercebido: a análise começa muito antes da microscopia. Na verdade, ela começa no momento da coleta. A forma como a amostra é observada, manipulada e interpretada pode fornecer informações extremamente valiosas antes mesmo da contagem celular, da proteína total ou da citologia. E isso fica ainda mais evidente quando f

Dra. Giovana Stipp
19 de mai.3 min de leitura


Drogas que “causam anemia”: quando é apenas efeito transitório e quando há dano real à medula?
Na rotina clínica, não é raro nos depararmos com uma queda no hematócrito após o uso de determinados fármacos — especialmente em animais submetidos à anestesia ou sedação. Mas existem também drogas que causam quadros verdadeiros de anemia, podendo ser por toxicidade direta na Medula Óssea ou levando a hemólise intravascular. O que é, de fato, uma anemia? Antes de tudo, é importante reforçar: Anemia verdadeira é a redução da massa de eritrócitos circulantes, podendo ocorrer p

Dra. Giovana Stipp
28 de abr.3 min de leitura


Elementos da fita de urina com baixa relevância na veterinária: o que você precisa saber
Entenda quais parâmetros da fita urinária têm baixa relevância na veterinária e como interpretar corretamente a urinálise em cães e gatos.

Dra. Giovana Stipp
13 de abr.3 min de leitura


Validação de exames laboratoriais na veterinária: como saber se um exame é realmente confiável?
A medicina veterinária evoluiu rapidamente nos últimos anos. Novos biomarcadores, parâmetros automatizados e tecnologias laboratoriais surgem constantemente, prometendo diagnósticos mais precoces e precisos. Mas surge uma pergunta essencial: 👉 todo exame disponível é realmente seguro para uso clínico? A resposta é: não necessariamente . O que é validação de um exame? Validação é o processo que garante que um exame: mede corretamente o que se propõe gera resultados consistent

Dra. Giovana Stipp
1 de abr.3 min de leitura


🩸 Sequestro x Destruição Imunomediada: Como Diferenciar?
(para hemácias e plaquetas) Quando nos deparamos com trombocitopenia , anemia ou alterações combinadas, dois mecanismos distintos podem estar envolvidos: sequestro e destruição . Esses processos podem afetar plaquetas e hemácias , e distinguir um do outro é essencial para direcionar o diagnóstico. 🟣 O que é SEQUESTRO? O sequestro ocorre quando hemácias ou plaquetas ficam retidas no baço , reduzindo sua quantidade no sangue, sem serem destruídas . O baço funciona como um r

Dra. Giovana Stipp
23 de fev.2 min de leitura


Recidiva, Reinfecção ou a Doença não tem Cura?
Quando o assunto são doenças infecciosas, um dos erros mais comuns é confundir recidiva, reinfecção e a ideia de que a doença “não tem cura”. Esses termos descrevem situações completamente diferentes. Entender isso evita diagnósticos equivocados, expectativas irreais e tratamentos inadequados. O que é Recidiva? A recidiva acontece quando a doença volta porque o tratamento inicial não eliminou o agente . Isso pode ocorrer por alguns motivos: dose inadequada tempo insuficient

Dra. Giovana Stipp
27 de jan.3 min de leitura


Análise de Urina: Precisa Mesmo Ser Feita em Até 2 Horas?
A análise de urina é um dos exames mais importantes da patologia clínica veterinária e, por muitos anos, circulou a ideia de que a amostra precisaria ser analisada obrigatoriamente em até 2 horas , caso contrário se tornaria inutilizável. Mas… será que isso é verdade? 2 horas não é o limite: é o ideal , não o obrigatório O processamento imediato da urina é sempre a melhor opção. Em poucas horas já podem surgir alterações no sedimento e no exame físico-químico. Porém, isso não

Dra. Giovana Stipp
19 de jan.3 min de leitura


A importância da quantificação em amostras hematológicas, líquidos cavitários e líquor
...e por que a análise isolada da citologia pode induzir a erros. A análise laboratorial é um dos pilares do diagnóstico em Medicina Veterinária, especialmente quando se trata de amostras hematológicas, líquidos cavitários e líquor. Embora a citologia seja uma ferramenta extremamente valiosa na identificação de padrões celulares, agentes infecciosos e processos inflamatórios, interpretá-la isoladamente, sem suporte da quantificação, pode levar a erros clínicos significativos

Dra. Giovana Stipp
5 de jan.4 min de leitura


Intermação em Cães e Gatos: o que é, riscos e como avaliar através de exames laboratoriais
A intermação , também chamada de hipertermia grave induzida por calor , é uma emergência que ocorre quando o corpo do animal supera sua capacidade de dissipar calor. Diferente da febre , que é uma resposta do organismo, a intermação é causada por fatores externos, como ambientes muito quentes, exercício intenso, confinamento em locais sem ventilação ou exposição prolongada ao sol. É uma condição extremamente perigosa, pois provoca alterações sistêmicas rápidas, que podem leva

Dra. Giovana Stipp
29 de dez. de 20253 min de leitura


Processos Fisiopatológicos x Doenças: Por Que Essa Confusão Prejudica a Interpretação dos Exames Veterinários
Na rotina veterinária, especialmente na patologia clínica, existe uma confusão conceitual que gera erros diagnósticos, protocolos mal elaborados e interpretações superficiais : tratar processos fisiopatológicos como se fossem doenças, ou interpretar padrões de exames como diagnósticos fechados. Essa confusão é mais comum do que parece e afeta desde estudantes até profissionais experientes. E o problema é simples de entender: processos e doenças não são a mesma coisa . Se vo

Dra. Giovana Stipp
2 de dez. de 20254 min de leitura


Acidose Metabólica na Hemogasometria Veterinária: Como Identificar e Interpretar
A acidose metabólica é uma das alterações ácido-básicas mais frequentes na rotina veterinária. Reconhecê-la rapidamente na hemogasometria e entender seu mecanismo é fundamental para direcionar o diagnóstico, avaliar a gravidade e monitorar a resposta ao tratamento. O que é Acidose Metabólica? Acidose metabólica ocorre quando há redução primária do bicarbonato (HCO₃⁻) no organismo, podendo levar à queda do pH sanguíneo. Principais mecanismos: Produção excessiva de ácidos (ceto

Dra. Giovana Stipp
25 de nov. de 20252 min de leitura
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